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A História do Videoclipe - Fontes

Por causa dessa série de posts comentando sobre Videoclipe e sua história, recebi o contato de nada mais, nada menos que 50 pessoas, procurando fontes para a conclusão de TCC's sobre Videoclipes.

Para ajudar ainda mais (e me poupar um tempão) vou deixar com destaque na barra ali em cima, e também este post, contendo todas as informações e fontes que utilizei para escrever os posts que são elas:

Livros:

MTV: The Making of a Revolution - Tom McGrath

http://www.amazon.com/Mtv-Making-Revolution-Tom-McGrath/dp/1561387037/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1292641744&sr=1-1


MTV Uncensored (livro da própria MTV Americana, com relatos de quem trabalhou por la e sobre o mundo do videoclipe)

DE MTV à EMETEVÊ: Pós-Modernidade e Cultura McWorld - Luiza Lusvarghi
http://www.submarino.com.br/produto/1/21298194/de+mtv+a+emeteve:+pos-modernidade+e+cultura+mcworld

Sites:

Wikipedia em Inglês: 

Youtube: 
http://www.youtube.com

Mika e os clipes/trailler

Videoclipe é uma "arte" renegada dentro do mundo dos "videomakers", todo mundo adora fazer, por que afinal, que tipo de cristão não gosta de música? E não pensa em videoclipe enquanto está em viagens de carro/trem/metrô e ônibus?

O problema é que todo mundo gosta de fazer, mas é muito pouco levado a sério. É só ver o número incansável de teses de mestrado e doutorado que tem qualquer filme do Truffaut (um gênio, é verdade) e comparar com as pesquisas para estudo do formato videoclipe(poucas), no Brasil contam-se menos de 1000 trabalhos catalogados pela Socine. E olha que o que mais tem é estudante de comunicação e cineasta por aí, mas enfim...

Este prólogo serve para falar um pouco sobre o novo clipe do Mika, que a gente vê agora:

Mika - Kick Ass



"Kick Ass" é também o nome de um filme dirigido pelo Matthew Vaughn que estréia em Junho na gringa e tem o Ator-Blockbuster Nicolas Cage no elenco e encabeçando o filme e promoção. Ok! É bom, comercialmente falando, para um artista ter uma música como tema de um filme, ainda melhor se esse filme for hollywoodiano e tiver uma "estrela de primeira grandeza no elenco" (primeira grandeza comercial, diga-se de passagem). É bom, por que sua música, se o filme for bom e bem divulgado, vai ser um dos carros chefes da divulgação e tal. Só que em se tratando de videoclipe, nem sempre é o melhor a se fazer.

Diferentemente de "Alice" da Avril Lavigne,( este sim um clipe promocional de filme e "trailler estendido" que deu certo e que vai ganhar resenha em breve aqui no blog) "Kick Ass" aproveita-se das imagens do filme e parcas imagens do cantor. Planos óbvios, figurino óbvio (dentro da história, é verdade, mas óbvios) e tudo mais. Para alguém que se lançou ao mundo com o clipe de Grace Kelly, fica difícil engolir tal engôdo esquecível e risível.

Mika consegue surpreender, espero ele (ou dele) em sua melhor forma, até mesmo para os videoclipes, assim como ele fez em "Rain" dirigido pelo incontestável James McTeigue (assistente dos Irmãos Wachowski na trilogia de Matrix e também diretor de "V de Vingança"), e que para mim é o melhor clipe do Mika. Graças ao universo construído, figurinos, cenário trabalhado, dança e a proposta. Aguardo coisa melhor, Mika.


Ok Go e seus vídeos "felomenais". :)

UPDATE IMPORTANTE

O Breno (@The_Tempter) do http://www.rocknbeats.com.br me passou uma informação importante: O Ok Go rompeu com a EMI e agora pretende lançar seus discos por um selo independente próprio, como eles explicam nessa nota aqui no blog da banda. Além do que, eles são os primeiros artistas a assinar um acordo de divulgação dos clipes para "bandas independentes" do Youtube. A saber...

Continuemos com o texto...

No começo do Youtube (isso foi em 2005, então não faz a velha e fica achando que foi há muito tempo atrás) alguns vídeos se tornaram celebres, entre eles o primeiro Videoclipe do OkGo, de 2006, aquele das esteiras, que chegou até a ganhar prêmio e apresentação no MTV Video Music Awards daquele ano, por ser simplesmente genial.

Era o baixo orçamento e as grandes idéias, mostrando que a internet eram seu campo fértil. Pode-se dizer que foi daí que a fábrica de virais dos anunciantes começou sua roda-viva na internet e não parou mais, afinal, quem não quer ter a "sacadinha brilhante" e ganhar um trocado com isso? (E não me atirem pedras, eu sei que todo mundo quer).

O mundo deu algumas voltas, o OkGo assinou (por causa do video e da apresentação na MTV) com a EMI e entrou no mainstream comunicacional, mas a pergunta é: COMO CONTINUAR FAZENDO SUCESSO SEM PERDER AS ORIGENS? Eis que eles produziram "mais um video caseiro" que vemos aqui embaixo:



"Caseiro" no sentido da filmagem apenas, né? Por que o video que nada mais é do que uma "Rube Goldberg's Machine" - onde uma ação simples inicial, como o rolar de bolinhas de gude, desencadeiam todas as ações seguintes, e que foi criado pelo físico Rube Goldberg em algum lugar do século 19. Existem milhares de outros exemplos de "máquinas" como essa no mundo e cultura pop desde um jogo de computador muito popular nos anos 90 chamado Marble Drop até PROGRAMAS DE TV (no Japão, óbvio) que se destinam a mostrar as mais improvavéis Rube Goldberg's Machines ja vistas.



Voltando ao assunto, o clipe é na verdade um grande "viral" patrocinado pela State Farm (coloque aqui o nome uma grande loja de materiais de construção da sua cidade/região), que além de "arrumar" o espaço para as filmagens e o material para a construção da "máquina", pagou uma quantia "bem grande" (alguns sites de finanças falam em 5 milhões. Vejam onde um videoclipe pode parar) para aparecer e figurar ali, como patrocinador master de um video que já estava fadado ao sucesso e a "viralização" na internet.

Falando do clipe:

É mais um vídeo legal do OkGo, né? Só o fato deles continuarem a frente da criação e direção dos clipes, mesmo estando dentro de uma Major, diz muito a respeito de como as gravadoras nem sempre "erram" na condução da carreira de alguns artistas. A metalinguagem de colocar o clipe das esteiras rolando e destruir a imagem, mostrando que eles não são uma banda de "one hit wonder" ou melhor "one video wonder", foi uma ótima sacada na minha opinião.

Chamar a atenção com o baixo orçamento, é o que eles fazem de melhor e esse clipe não deixa por menos. Quanto ao patrocínio da "State Farm", olha, não é de hoje que existe patrocínio no formato, né? Videoclipes e videogames são a nova vedete da propaganda atrelada ao conteúdo, ou como se diz por aí, o merchandising. Longa vida ao OkGo e sua inventividade e liberdade no criar.


CURIOSIDADES:

1 - A máquina em questão levou exatos 8 meses para ficar pronta e contou, além do trabalho da banda, a participação do pessoal da Syynlabs, consumiu além do tempo: 500kg de madeira; 1.000 metros de fios e material recolhido em lixão e demolições.

2 - Além deste vídeo da "máquina" foi feita uma segunda versão, onde a banda encarna uma banda marcial (destas de parada) e sai tocando por um parque nos arredores de Los Angeles(aaa e passa por dentro da loja da State Farm, também). Este sim, uma co-direção com o Brian L. Perkins e feito para "passar nos canais musicais", o outro é muito "alternativo e para a internet":




3 - O @Inagaki bem me lembrou no twitter o artigo de opinião assinado pelo vocalista da Ok Go! no New York Times, que explica que a liberação de incorporação do video em outros sites, se deu basicamente graças a este patrocínio, é bom dar uma lida. :)

Valeu @felipeavila pela dica! :)

Julian Casablancas + Saturday Night Live = Videoclipe

Que tal a seguinte equação: Símbolo dos B-Boys + o ar blasé de Julian Casablancas + o trio de parodiadores do Saturday Night Live? O resultado é o clipe da música "Boombox" que vemos aqui embaixo:



A letra é uma crítica contumaz a sociedade americana como um todo. Ok, não é novidade artistas americanos falando mal do seu "way of life", mas nesse caso merece um reconhecimento por 1) Ser o pessoal do Saturday Night Live, e eles MANJAM da coisa toda; 2) ter o KIV, roterista do SNL e diretor de filmes premiados no Emmy dirigindo e 3) O Julian Casablancas, que pode não estar em sua época mais inspirada com os Strokes ou sua carreira solo (minha opinião), mas ainda é o Casablancas, né?

The Loney Island e Kiv nos convidam a refletir a letra dentro das idealizadas casas de repouso, dos clubes de milionários, nas boates e até nas ruas americanas. Eles convocam ou chamam a atenção que a "América está careta demais". Que as coisas, as vezes, tem que fugir um pouco do controle e convocam o ícone dos B-Boys a "Boombox", que outrora foi responsável por "botar o povo para dançar" para modificar essa verve.

Particularmente gostei muito da direção de arte (figurinos, cenários etc); A fotografia do clipe também é legal (igual a de outros clipes dirigidos pelo Kiv) mas nada de muito surpreendente; Panôrâmicas, Slow Motions e outros movimentos de câmera também são bem comuns, mas o clipe é legal (mais uma vez) por trazer o Casablancas e por ser uma aposta do SNL. (A música não está no meu estilo predileto, mas olha, gostei bastante).

Morrissey - Ganglord OU brincando de claro e escuro



Morrissey - Ganglord



Clique aqui para ver caso esteja nos feeds.

No começo dos anos 80 o nome Morrissey, para ser mais exato da banda que ele fazia parte a The Smiths, era sinônimo de depressão, flores brancas, letras melâncólicas e polêmicas (Será o vocalista bissexual? Gay? Assexuado?). Fugindo um pouco do lugar comum de falar sobre os anos 80 vamos para o que interessa: Ganglord.

Acredito que boa parte de vocês que lêem esse blog já devem ter "brincado" com a técnica de Pinhole, ou ainda visto trechos de filmes do início do cinema, certo? O fato de a música ser um B-side, tem muito a ver com a escolha de como ele é filmado, editado e pensado. Afinal, só uma música "B" (aquelas que não entram nos CD's oficiais e ficam "fadadas" ao obscurantismo de coletâneas mais pra frente) pode deixar-se ser filmada de tal maneira, beirando o amadorismo.

A idéia do Pinhole seria até bem aceita, até por mim, mas pra um artista como o Morrissey ter em sua carreira um vídeo que mais parece um trabalho ruim de faculdade, não dá né? Prefiro o Steven Morrissey de Irish Blood, English Heart e First Of the Gang to Die só para ficar nos mais recentes, do que esse videozinho meia-boca.

O que eu achei de: Telephone - Lady Gaga feat Beyonce

Nascida Stefani Joanne Angelina Germanotta, mas conhecida mesmo como Lady Gaga. Fã do Queen (o Gaga veio da famosa música Radio Gaga), David Bowie e Sir Elton John. Gaga autodenomina-se uma mistura de teatro e cores, ou seja, uma escala pantone dedicada a volta dos coloridos anos 70. Alguns a taxam, sem medo de exagerar, como a Madonna dos 00's, que tal uma breve comparação sobre isso?

De igual:

1 - Só cantam as músicas que compõem
2 - Ambas tem "mãos de ferro" nas tendências e como: clipes, singles etc vão ser apresentados para o público.
3 - Loiras mutantes aparecendo sempre diferente a cada aparição pública (ao menos no começo da carreira).
4 - Influenciadas pelo ambiente da moda, música e cinema alternativo de NY.

As diferenças:

1 - Gaga é formada em Música pela "Tisch School's of the Art" da NYU uma das mais conceituadas universidades americanas;
2 - A "House of Gaga". Ela não só se junta com as pessoas certas como Madonna a cada trabalho, ela mantém essas pessoas juntas (o mesmo grupo desde a faculdade) e brainstorming atrás de brainstorming: apresentações, shows, coreografias, figurinos e videoclipes vão surgindo. "House of Gaga" é muito mais que o Staff de uma "estrela pop" é uma fábrica de conceitos que vem quebrando paradigmas no mundo pop cansado de "princesas carecas" e "escândalos amorosos".
3 - De família abastada sabe como ninguém onde e como investir; Stefanie é parte de uma das famílias mais ricas da Big Apple.
4 - Diferentemente de Madonna, que teve erros e acertos na carreira, justamente por ser "a pioneira" e explorar várias vertentes; Gaga ainda "não errou", alguns podem até dizer que "não houve tempo", afinal são apenas dois álbuns enquanto Madonna tem uma carreira de anos, no entanto, Gaga tem tudo para dar mais certo do que errado nos próximos tempos do que a "velha" Madge.

Feitas as devidas apresentações vamos a resenha do clipe "Telephone" lançado com estardalhaço entre os fãs na última quinta-feira, só que antes que tal darmos uma olhada nos bastidores das filmagens?

Behind The Scenes - Telephone (em inglês)




Vamos colocar juntos em um mesmo espaço o cara por trás dos mais variados (e alguns dos mais legais) clipes dos anos 90 e começo dos 00's e a cantora sensação dessa década e seu staff poderoso de criadores: Jonas Akerlund + Lady Gaga = Telephone. Trata-se não apenas de uma re-edição do trabalho ja feito com a própria Gaga em "Paparazzi" e retomado agora, mas sim a criação de um novo conceito para "o mundo do videoclipe".

(Akerlund é responsável por 3 dos meus clipes favoritos "EVAH": My Favourite Game - Cardigans, Christina Aguilera - Beautiful e Robbie Williams - Sexed Up)

Somos levados para o universo de um presídio feminino e depois para a "convivência" com duas criminosas a lá Kill Bill: Gaga e Beyonce que juntas cometem crimes e vivem em uma realidade distorcida e permeada pela violência, como só os personagens de Tarantino sabem viver (talvez haja brecha para o filme "Monster", mas aí era ir longe demais).

Se Gaga nos é apresentada logo no inicio: vestindo roupas futuristas, fazendo menção aos peitos "criminosos de Janet Jackson"; cigarros, relacionamentos lésbicos entre outras coisas. Beyonce aparece para a audiÊncia dirigindo o "célebre" Pussy Wagon de Kill Bill, vestida no melhor estilo Bettie Page e sorrindo para o perigo.



Não posso esquecer de citar Roy Lichenstein, presente nos figurinos, cabelo e maquiagem da própria Gaga em vários momentos seguintes.



As cenas transcorrem em mundo de filmes B e histórias em quadrinhos multicoloridas, onde os personagens são apresentados em um encadeamento de fatos.

Telephone não tem nenhuma técnica apurada de produção ou filmagem os planos são simples e o fator "novidade" se dá muito mais na "história" e figurinos do que no formato, é uma vitória do roteiro e da produção, não da Pós e da edição, e é aí que ele se torna "diferente" do mais do mesmo dos videoclipes feitos nos últimos anos.

Telephone é épico por resgatar algo perdido no começo dos anos 90: Videoclipes onde a música é o pontapé para algo grandioso; único; Simbólico. Ela quer com seus clipes, criar a mesma comoção e espera por parte dos fãs, que Michael criava; Que o Pink Floyd criava nos anos 70. A artista brinca com o perigo, ao se arriscar sempre na tênue linha do RÍDICULO e INOVADOR, e é isso que a torna tão especial.

Gaga é a nova Madonna? Sim. Mas também é a Nova Michael Jackson, a Nova Queen, O Novo Bowie e o Novo Elton John... e sem dar as devidas proporções. Afinal, estamos falando de Business, de Show Business.

O mundo encantado de Michel Gondry e Björk - Parte 1/2

Tudo começou com a bateria de uma banda francesa sucesso naquele país no final dos anos 80 e começo dos 90, era a Oui Oui, que vivendo o "auge" da era Videoclipe no final da década perdida, "precisavam" fazer videos para a divulgação da Banda, que Michel Gondry e Étienne Charry tinham formado em 1983.



A pergunta era: Como fazer um bom vídeo, sem tantos recursos e ainda assim tirar da música (que tem rotatividade acelerada) e fazer algo divertido e novo? Gondry e a Oui Oui responderam trazendo o uso de marionetes; A tradição francesa de "shows em teatros" e ainda o uso de fast motion nas imagens com humanos.

Particularmente o que tem de mais especial no clipe é o uso das imagens, a câmera solta em closes e planos fechados, além do stop motion recurso recorrente na maior parte dos clipes de Gondry para a Oui Oui e outras bandas nos primeiros anos como diretor dos mesmos.




"Les Cailloux", o vídeo que vemos aqui em cima, chamou a atenção da cantora "Björk" graças a direção e roteiros de Gondry, foi o pontapé inicial para uma carreira de sucesso. Oui Oui - Les Cailloux assusta pela técnica empregada "stop motion" (a França é uma das escolas desse tipo de animação no mundo) e a qualidade da filmagem. A letra fala sobre pedras, particularmente os seixos, muito usados nas construções francesas e que vem de toda a parte e ajudaram a fazer as construções do país ao longo da história, o clipe é simples, mas as referências nem tanto...

Boa parte da inspiração, ou referências de Gondry, nesta época de "Oui Oui", bem como nos primeiros trabalhos junto com a islandesa Björk, vieram do trabalho do soviético: Yuriy Norshteyn e sua animação de 1975: Hedgehog in the fog feita pela VGIK, um dos maiores contrapontos a produção Hollywoodiana durante décadas (e principalmente na guerra fria).



No entanto ainda seriam necessários alguns anos até a parceria de Gondry e Björk tomasse corpo e é isso que veremos na continuação deste post em breve.

As referências de Telephone.

Lady Gaga feat Beyoncé - Telephone





Clique aqui para ver, caso esteja nos Feeds.

Prometo depois fazer uma análise mais apurada de "Telephone", novo disco clipe da arrasa quarteirão Lady Gaga junto com a não menos arrasa quarteirão Beyoncé.

Mas para início vamos juntar algumas referências pops que catei no vídeo:

ANTES DE TUDO!

A @lini me lembrou uma coisa crucial a qual esqueci completamente de citar: David LaChapelle, que já vinha como referência na direção de arte de "Bad Romance" e agora é mais uma vez confirmado em "Telephone". Vamos esperar o próximo "Single/Clipe", aposto em "Alejandro" e vocês?

AGORA CONTINUANDO!

1 - Kill Bill. Na verdade tem referências a todo o universo de Tarantino: Kill Bill, Pulp Fiction, Planeta Terror e Um Drinque para o Inferno:



2 - Jardins de "Edward Mãos de Tesoura" (A @Perseph0ne bem lembrou que as árvores em questão também estão no álbum "Joshua's tree" do U2):



3 - Os vestidos que Patrick Swayze usou em "Para Wong Foo obrigado por tudo, Julie Newmar" (To Wong Foo thanks to everything, Julie Newmar):



4 - Thelma & Louise:



5 - Mad Max - Além da Cúpula do Trovão (comparem com as roupas da Tina Turner no filme e os óculos usados pelos capangas dela):



6 - Bettie Page:



7 - Seriado OZ da HBO:



8 Luta Livre / Twisted Sisters



Obrigado a todo mundo que comentou junto comigo o clipe e me ajudou a catar todas as referências via Twitter.


CURIOSIDADES:

1 - Podemos ver ao menos 3 marcas famosas, duas diretamente e em destaque: LG e Polaroid; E outra subliminar Coca-Cola Light:

- O Celular é o "LG Rumor2 (VM 265)" customizado pela Virgin, que sai AMANHÃ 12/03/2010, para venda nos EUA por US$ 130,00 sendo exclusivo para venda na operadora Verizon. (valeu @Aroldo666 que pesquisou sobre o Celular e me falou via MSN)

- Polaroid, com sua "última" novidade em máquinas de fotos instantâneas e primeira ação da nova diretora criativa da marca, a própria Gaga, para a empresa.

- Coca-Cola Light, olha, isso sou eu quem to falando. Mas ta na cara que as latas enroladas no cabelo dela são de Coca-Cola Light, né?

2 - a "Miss Man" de "Todo Mundo em Pânico" (Scary Movie) aparece na cenas de prisão contracenando com a Gaga e para total surpresa minha, ela é ela mesmo... não é um travesti, trata-se de uma dessas mulheres halterofilistas. (foi o @allmatz quem percebeu e me contou)

3 - O reporter que aparece "denunciando Beyoncé e Gaga" é o Jai Rodriguez, do reality show: Queer Eye for the Straight Guy. (o @davidnery que percebeu e me falou)

Muito além de Piaf e Godard

A França é um país culturalmente foda. Certo? Certo. E porque será que nós, aqui no Brasil (e boa parte do mundo) desconhecemos completamente a cultura pop francesa, ou o que se faz de bom em tratando-se de vanguardas; música e vídeo daquela parte do velho mundo?

O fato é que a cultura anglo-saxônica (EUA e Reino Unido) meio que domina o cenário cultural mundial e nós acabamos inebriados e esquecendo de conferir além do eixo: Los Angeles - Nova Iorque - Londres. O bom é que sempre uma banda ou outra européia, e francesa, se sobressai, cantando em inglês é verdade, mas se sobressai. É o caso da Hold You Horses, sexteto Franco-Americano, 100% radicado em Paris, que produz um som deveras interessante.

Pois é, mas o assunto aqui não é "som" ou a banda em si, mas sim o Videoclipe e vamos falar de um Webhit, este Webhit:

70 Million by Hold Your Horses ! from L'Ogre on Vimeo.



E para tanto entrevistei via e-mail o pessoal da produtora L'Ogre de Paris, responsável pelo: Roteiro, produção, filmagem e pós-produção desta maravilha da cultura pop atual.

Metheoro.net - Quantas pessoas estão envolvidas na produção e criação do conceito do videoclipe?

L'ogre - A criação foi um processo colaborativo de quatro criadores da L'Orge: David Freymond (Que também é o diretor do clipe, além de diretor do curta metragem francês "Brainstorming" do ano passado que vale a pena darem uma "busca" na internet e assistirem), Bruno Mendes (que tem esse nome comum para nós, por que tem origem portuguesa, mas é francês de nascimento mesmo), Olivier Tixier and Catherine Villemino (que é uma fofa e foi quem manteve o contato comigo por e-mail). O quatro estiveram envolvidos com a produção desde o início até o seu final, absolutamente tudo, desde a concepção, a escolha das pinturas e a decisão do método de filmagem. Nos conhecemos na ESEC de Paris (uma das melhores escolas de Cinema do mundo) e estamos trabalhando juntos nos últimos 3 anos, em diversos projetos e videos (incluindo o "Brainstorming"). O Clipe do "Hold Your Horses" é nosso primeiro projeto executado como L'Orge.

Para a gravação contamos com a verba de € 2.500,00 (dois mil e quinhentos Euros, pouco mais de R$ 6.000,00 reais), além da ajuda de mais 10 pessoas em 4 dias de filmagem.


Metheoro.net - Como surgiu a idéia de fazer um clipe baseado nas obras de arte?

L'Ogre - Tem a ver com a letra da musica, que fala um pouco sobre isso. Daí queriamos fazer um vídeo legal, não sisudo, muitas pessoas acham alguns quadros ou arte desse tipo "chata", não poderia ser um filme chato. A banda ja é engraçada por si só.

Metheoro.net - Em alguns momento do clipe me lembrei bastante do video de "Shine Happy People" do R.E.M., talvez por causa da textura e da forma da gravação, foi uma inspiração?

L'Ogre - Em absoluto. Nunca tinhamos pensado em "Shine Happy People" até você ter nos falado. Não tínhamos visto isso mesmo.

Metheoro.net - Existe a possibilidade de trabalhos futuros com a banda? Que outros clipes poderiam surgir dessa parceria?

L'Ogre - É o primeiro clipe que fazemos, nós aqui da L'Orge, e claro que adoraríamos trabalhar com a "Hold Your Horses" novamente, existe essa liberdade e vontade.

Até o fechamento deste post o vídeo de "Hold Your Horses - 70 million" tinha sido visto, só no Vimeo, mais de 238 mil vezes (eles também postaram no youtube e dailymotion); além do destaque em uma série de blogs mundo afora e matéria de jornais e sites na França, Reino Unido e Estados Unidos provando que quando o talento é colocado acima de tudo, os resultados vem a galope.

Obs: queria agradecer ao Rodrigo Duguay, pela dica de fazer o post sobre esse clipe; Ao Grégory, violinista da banda que é muito simpático e estava falando comigo via Facebook mas não sabia ao certo como responder as perguntas por mim feitas HAHAHAH e a Catherine Villemino que foi muito solícita e respondeu todas as perguntas por mim feitas.

A História do Videoclipe - Parte 4/4

Depois do furacão Beatles varrerem os anos 60, abrindo portas e popularizando o formato dos "Promotional Films" chegamos aos anos 70. A Guerra Fria alcançaria o seu auge; Nixon se envolveria em Watergate; A América Latina se aprofundava nos sombrios anos das Ditaduras Militares (principalmente Argentina, Brasil e Chile); no entanto o mundo musical fervilhava.

De 1966 até 1973, aquilo que era considerado apenas "uma extravagância", começava a crescer e principalmente tomar importância nos esquemas de divulgação de músicos e gravadoras. Bob Dylan, The Rolling Stones, The Who, Pink Floyd (que fizeram uma série de memoráveis clipes nessa época e que ganharão um post exclusivo aqui no blog em uma próxima ocasião) além de vários artistas em diversas partes do mundo (incluindo aí o Brasil) começaram a produzir "promos".

Só que o grande destaque estético vai para David Bowie, que junto com o fotografo profissional Mick Rock, trouxe novas formas, texturas e visões de fazer para o formato. Rock foi o primeiro não-diretor de tv ou cinema a produzir "promos" (que a essa altura ja se chamava Clipe), diferentemente dos outros diretores que basicamente trabalhavam em cima de um roteiro pré-estabelecido com banda e gravadora, Mick tinha total liberdade criativa. A parceria foi responsável por 4 obras primas do pop do camaleão David Bowie: "John, I'm Only Dancing"; The Jean Genie"; "Space Oddity" e "Life on Mars", que é o preferido dos 4 clipes do diretor.

David Bowie, Life on Mars from Scot Stafford on Vimeo.


David Bowie - Life on Mars. Dirigido por Mick Rock.

Se o camaleão David Bowie trouxe novas texturas fotográficas e vertentes para o videoclipe na primeira metade dos anos 70, o resto da década seria marcada pelo advento daqueles que se tornariam a engrenagem para o surgimento e manutenção de diversos artistas durate os próximos anos: Os canais musicais. Sim, no Plural.

(Note, demos uma corrida no tempo e não vamos citar por agora o DEVO - e sua primeira coletânea de clipes feita exclusivamente para videocassete, uma mídia que surgia na época -; Não vamos falar do Alice Cooper; do Queen e também da inserção dos clipes no Top of The Tops, tradicional programa musical britânico. Não vamos falar por agora. Futuramente todos ganharão posts próprios com bastante pesquisa e análise :) )

MTV - Como tudo começou

Em 1977 a produção de videoclipes ja era bastante recorrente, e os programas que os passavem tinham uma resposta bastante interessante de audiência, tanto que a Warner Cable (Divisão da Warner Communications) lançou um novo sistema de transmissão de tv a cabo chamado QUBE. Dentro do "sistema QUBE" eram oferecidos uma gama de canais especializados, entre eles um canal de música, a audiência poderia através de um sistema de botões inovadores escolher "seus clipes prediletos", interagindo assim com o canal. NOTEM, estamos falando de 1977. A parada diária de clipes (uma espécie de Disk MTV) era montada através dos votos dados nesse "controle remoto".



Logo do QUBE. Particularmente acho modernissimo esse logo e todo o conceito dos canais os quais podemos ver no video aqui embaixo como funcionava.



Quem tiver mais interesse de saber o funcionamento e a qualidade e quantidade da produção da QUBE no final dos anos 70, é só assistir esta playlist do youtube


Foi no entanto com o executivo Robert W. Pittman (que depois se tornaria o BIG BOSS da MTV Network) que o formato MTV tomou corpo e forma. Inspirado em dois programas premiados no EMMY Awards: Um do antigo astro do The Monkees (lembram?) chamado PopClips - programas de 15 minutos com videoclipes intercalando a programação da WSNBC - e o Neozelandês "Radio with Pictures", uma idéia local para solucionar a não presença dos artistas, que não gostavam muito de encarar horas e horas de viagem até a Nova Zelândia.

A Experiência QUBE ja tinha se provado "certeira"; Existiam outras experiências "videoclipticas" dando-se bem mundo a fora; Por que não apostar?

Portanto, em 1° de Agosto de 1981 exatamente às 12:01 (meio dia e um minuto) entrava no ar nos EUA, para os assinantes da Warner Cable, a MTV. Com as míticas palavras que depois virariam "bordão" do canal: "Ladies and Gentlemen, rock and roll" seguido do primeiro videoclipe: "Video Killed the Radio Star" da banda The Buggles.



The Buggles - Video Killed the Radio Star. Mensagem subliminar era o forte da MTV já no seu lançamento.


Os produtores do canal tiveram a grande sacada de colocar nas vinhetas da TV grandes acontecimentos televisivos até então, como a chegada do Homem a Lua; Os escandalos de Nixon etc e comparar o surgimento do canal com isso. O que de certa forma foi, afinal, o que seria da indústria da música sem a MTV ou o "formato MTV" nos anos 80 e parte dos 90?



Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na lua segura o logo da MTV, na vinheta épica do surgimento da emissora.

24 horas de videoclipes por dia, 7 dias por semana em estéreo, era isso que prometia a programação do novo canal. Que tinha 5 apresentadores jovens e descolados, que imprimiam a cara e o jeito do jovem americano da época, eram os VJ's. Ok, o canal estava criado; Já fazia um certo sucesso, mas como ter 24h de clipes se os que tinham sido produzidos até então (e que valiam a pena passar na tv) eram muito poucos?? A solução foi investir dinheiro do próprio bolso. E a emissora investiu pesado, praticamente todos os videoclipes da primeira metade dos anos 80 foram co-produzidos pela MTV. Muitos são os artistas que devem a ela o impulsionamento de suas carreiras (incluindo aí diretores e produtores, que depois se tornariam estrelas do cinema, também).



Comercial dos anos 80 da MTV, com a campanha: "I want my MTV". Que juntava as grandes estrelas da época para induzirem os jovens a pedirem o canal em suas empresas de cabo.

A construção da imagem e identidade da cultura pop como a conhecemos hoje, estava no ínicio. Anos se passaram, a MTV deixou de ter no clipe seu principal produto, o Youtube surgiu e com ele uma nova onda que estamos vivendo agora... e alguém sabe para onde estamos indo?

O Videoclipe será o assunto recorrente dos posts: histórias, diretores, movimentos, curiosidades sobre o formato. Vocês não perdem por esperar. :)

CURIOSIDADES

- ‘A velha a fiar’, música de Aldo Taranto, interpretada pelo Trio Irakitã. É considerado o primeiro “videoclipe” brasileiro [1964], foi dirigido pelo cineasta brasileiro Humberto Mauro.



- Apoiada no sucesso que a MTV fazia nos EUA, a Rede Globo encomendou a um "jovem rapaz" um programa inspirado no formato. Era o "Clip Clip" apresentado por Maurício Mattar (novinho, novinho) e dirigido pelo Boninho, sim, o diretor do Big Brother. Foi o primeiro "grande projeto" do diretor na emissora.



- O primeiro videoclipe a passar na MTV Brasil foi Marina Lima - Garota de Ipanema. Por ser a música brasileira mais executada no mundo e também, pela Marina ser uma artista jovem e estouradaça na época.

- Madonna, Michael Jackson, Cindy Lauper e todos os grandes artistas dos anos 80 e 90 devem parte de seu sucesso a MTV. Tanto que durante muito tempo a discussão se dava em torno do canal se achar mais e maior do que a própria música. Ditando quem fazia ou não sucesso no mainstream musical.