O que eu achei de: Telephone - Lady Gaga feat Beyonce

Nascida Stefani Joanne Angelina Germanotta, mas conhecida mesmo como Lady Gaga. Fã do Queen (o Gaga veio da famosa música Radio Gaga), David Bowie e Sir Elton John. Gaga autodenomina-se uma mistura de teatro e cores, ou seja, uma escala pantone dedicada a volta dos coloridos anos 70. Alguns a taxam, sem medo de exagerar, como a Madonna dos 00's, que tal uma breve comparação sobre isso?

De igual:

1 - Só cantam as músicas que compõem
2 - Ambas tem "mãos de ferro" nas tendências e como: clipes, singles etc vão ser apresentados para o público.
3 - Loiras mutantes aparecendo sempre diferente a cada aparição pública (ao menos no começo da carreira).
4 - Influenciadas pelo ambiente da moda, música e cinema alternativo de NY.

As diferenças:

1 - Gaga é formada em Música pela "Tisch School's of the Art" da NYU uma das mais conceituadas universidades americanas;
2 - A "House of Gaga". Ela não só se junta com as pessoas certas como Madonna a cada trabalho, ela mantém essas pessoas juntas (o mesmo grupo desde a faculdade) e brainstorming atrás de brainstorming: apresentações, shows, coreografias, figurinos e videoclipes vão surgindo. "House of Gaga" é muito mais que o Staff de uma "estrela pop" é uma fábrica de conceitos que vem quebrando paradigmas no mundo pop cansado de "princesas carecas" e "escândalos amorosos".
3 - De família abastada sabe como ninguém onde e como investir; Stefanie é parte de uma das famílias mais ricas da Big Apple.
4 - Diferentemente de Madonna, que teve erros e acertos na carreira, justamente por ser "a pioneira" e explorar várias vertentes; Gaga ainda "não errou", alguns podem até dizer que "não houve tempo", afinal são apenas dois álbuns enquanto Madonna tem uma carreira de anos, no entanto, Gaga tem tudo para dar mais certo do que errado nos próximos tempos do que a "velha" Madge.

Feitas as devidas apresentações vamos a resenha do clipe "Telephone" lançado com estardalhaço entre os fãs na última quinta-feira, só que antes que tal darmos uma olhada nos bastidores das filmagens?

Behind The Scenes - Telephone (em inglês)




Vamos colocar juntos em um mesmo espaço o cara por trás dos mais variados (e alguns dos mais legais) clipes dos anos 90 e começo dos 00's e a cantora sensação dessa década e seu staff poderoso de criadores: Jonas Akerlund + Lady Gaga = Telephone. Trata-se não apenas de uma re-edição do trabalho ja feito com a própria Gaga em "Paparazzi" e retomado agora, mas sim a criação de um novo conceito para "o mundo do videoclipe".

(Akerlund é responsável por 3 dos meus clipes favoritos "EVAH": My Favourite Game - Cardigans, Christina Aguilera - Beautiful e Robbie Williams - Sexed Up)

Somos levados para o universo de um presídio feminino e depois para a "convivência" com duas criminosas a lá Kill Bill: Gaga e Beyonce que juntas cometem crimes e vivem em uma realidade distorcida e permeada pela violência, como só os personagens de Tarantino sabem viver (talvez haja brecha para o filme "Monster", mas aí era ir longe demais).

Se Gaga nos é apresentada logo no inicio: vestindo roupas futuristas, fazendo menção aos peitos "criminosos de Janet Jackson"; cigarros, relacionamentos lésbicos entre outras coisas. Beyonce aparece para a audiÊncia dirigindo o "célebre" Pussy Wagon de Kill Bill, vestida no melhor estilo Bettie Page e sorrindo para o perigo.



Não posso esquecer de citar Roy Lichenstein, presente nos figurinos, cabelo e maquiagem da própria Gaga em vários momentos seguintes.



As cenas transcorrem em mundo de filmes B e histórias em quadrinhos multicoloridas, onde os personagens são apresentados em um encadeamento de fatos.

Telephone não tem nenhuma técnica apurada de produção ou filmagem os planos são simples e o fator "novidade" se dá muito mais na "história" e figurinos do que no formato, é uma vitória do roteiro e da produção, não da Pós e da edição, e é aí que ele se torna "diferente" do mais do mesmo dos videoclipes feitos nos últimos anos.

Telephone é épico por resgatar algo perdido no começo dos anos 90: Videoclipes onde a música é o pontapé para algo grandioso; único; Simbólico. Ela quer com seus clipes, criar a mesma comoção e espera por parte dos fãs, que Michael criava; Que o Pink Floyd criava nos anos 70. A artista brinca com o perigo, ao se arriscar sempre na tênue linha do RÍDICULO e INOVADOR, e é isso que a torna tão especial.

Gaga é a nova Madonna? Sim. Mas também é a Nova Michael Jackson, a Nova Queen, O Novo Bowie e o Novo Elton John... e sem dar as devidas proporções. Afinal, estamos falando de Business, de Show Business.

1 comments:

Rê disse...

AMEI a resenha, super bem escrita.

Mas EEEUUUU acho que elas no carro lembra mto Thelma & Louise