Ok Go e seus vídeos "felomenais". :)

UPDATE IMPORTANTE

O Breno (@The_Tempter) do http://www.rocknbeats.com.br me passou uma informação importante: O Ok Go rompeu com a EMI e agora pretende lançar seus discos por um selo independente próprio, como eles explicam nessa nota aqui no blog da banda. Além do que, eles são os primeiros artistas a assinar um acordo de divulgação dos clipes para "bandas independentes" do Youtube. A saber...

Continuemos com o texto...

No começo do Youtube (isso foi em 2005, então não faz a velha e fica achando que foi há muito tempo atrás) alguns vídeos se tornaram celebres, entre eles o primeiro Videoclipe do OkGo, de 2006, aquele das esteiras, que chegou até a ganhar prêmio e apresentação no MTV Video Music Awards daquele ano, por ser simplesmente genial.

Era o baixo orçamento e as grandes idéias, mostrando que a internet eram seu campo fértil. Pode-se dizer que foi daí que a fábrica de virais dos anunciantes começou sua roda-viva na internet e não parou mais, afinal, quem não quer ter a "sacadinha brilhante" e ganhar um trocado com isso? (E não me atirem pedras, eu sei que todo mundo quer).

O mundo deu algumas voltas, o OkGo assinou (por causa do video e da apresentação na MTV) com a EMI e entrou no mainstream comunicacional, mas a pergunta é: COMO CONTINUAR FAZENDO SUCESSO SEM PERDER AS ORIGENS? Eis que eles produziram "mais um video caseiro" que vemos aqui embaixo:



"Caseiro" no sentido da filmagem apenas, né? Por que o video que nada mais é do que uma "Rube Goldberg's Machine" - onde uma ação simples inicial, como o rolar de bolinhas de gude, desencadeiam todas as ações seguintes, e que foi criado pelo físico Rube Goldberg em algum lugar do século 19. Existem milhares de outros exemplos de "máquinas" como essa no mundo e cultura pop desde um jogo de computador muito popular nos anos 90 chamado Marble Drop até PROGRAMAS DE TV (no Japão, óbvio) que se destinam a mostrar as mais improvavéis Rube Goldberg's Machines ja vistas.



Voltando ao assunto, o clipe é na verdade um grande "viral" patrocinado pela State Farm (coloque aqui o nome uma grande loja de materiais de construção da sua cidade/região), que além de "arrumar" o espaço para as filmagens e o material para a construção da "máquina", pagou uma quantia "bem grande" (alguns sites de finanças falam em 5 milhões. Vejam onde um videoclipe pode parar) para aparecer e figurar ali, como patrocinador master de um video que já estava fadado ao sucesso e a "viralização" na internet.

Falando do clipe:

É mais um vídeo legal do OkGo, né? Só o fato deles continuarem a frente da criação e direção dos clipes, mesmo estando dentro de uma Major, diz muito a respeito de como as gravadoras nem sempre "erram" na condução da carreira de alguns artistas. A metalinguagem de colocar o clipe das esteiras rolando e destruir a imagem, mostrando que eles não são uma banda de "one hit wonder" ou melhor "one video wonder", foi uma ótima sacada na minha opinião.

Chamar a atenção com o baixo orçamento, é o que eles fazem de melhor e esse clipe não deixa por menos. Quanto ao patrocínio da "State Farm", olha, não é de hoje que existe patrocínio no formato, né? Videoclipes e videogames são a nova vedete da propaganda atrelada ao conteúdo, ou como se diz por aí, o merchandising. Longa vida ao OkGo e sua inventividade e liberdade no criar.


CURIOSIDADES:

1 - A máquina em questão levou exatos 8 meses para ficar pronta e contou, além do trabalho da banda, a participação do pessoal da Syynlabs, consumiu além do tempo: 500kg de madeira; 1.000 metros de fios e material recolhido em lixão e demolições.

2 - Além deste vídeo da "máquina" foi feita uma segunda versão, onde a banda encarna uma banda marcial (destas de parada) e sai tocando por um parque nos arredores de Los Angeles(aaa e passa por dentro da loja da State Farm, também). Este sim, uma co-direção com o Brian L. Perkins e feito para "passar nos canais musicais", o outro é muito "alternativo e para a internet":




3 - O @Inagaki bem me lembrou no twitter o artigo de opinião assinado pelo vocalista da Ok Go! no New York Times, que explica que a liberação de incorporação do video em outros sites, se deu basicamente graças a este patrocínio, é bom dar uma lida. :)

Valeu @felipeavila pela dica! :)

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