A volta do blog?

Nunca imaginei que teria essa vontade de novo, mas cá estou... com o advento das LLMs, a confusão generalizada causada pelas redes sociais e uma vontade de ter um lugar para me expressar que não será perecível como um feed de rolagem infinita, cá estou de volta.
Era por volta do ano 2000, e através de uma conexão discada com o pulso único rolando, eu mantinha o SUPER FIM DE SEMANA. Um blog no Blogger.br, que naquela época pertencia à Globo.com. Como o próprio nome dizia, era um blog atualizado aos fins de semana e onde eu contava o que tinha acontecido na minha vida adolescente e coisas legais que eu via por aí.

Alguns dos meus amigos mais longevos são dessa época.
Algumas das minhas decisões profissionais também.
A definição dada pela imprensa da época para o que seriam os blogs explica uma parte, mas não o todo:
"O blog é uma página de internet composta de parágrafos dispostos em ordem cronológica, que pode ser atualizada freqüentemente. Muitas vezes, eles funcionam como uma versão eletrônica e pública dos velhos diários pessoais. Criar um blog é muito simples: o internauta deve apenas se cadastrar em um dos sites que oferecem o serviço , escolher um formato e começar a espalhar para o mundo pensamentos e opiniões. A atualização é automática e não é necessário dominar HTML, o código usado na internet. Mas nem sempre foi assim. Por volta de 1996, um weblog era um guia de links, e criá-lo requeria conhecimentos específicos." (Superinteressante, O que é blog?, 31/07/2003)
Os blogs acabaram se transformando em algo maior. Foram os primeiros experimentos sociais de muita gente; foi a partir dos "diários pessoais" mantidos por pessoas estritamente comuns, que o brasileiro criou um jeito e um comportamento digital. Algo que depois extrapolou para o Orkut, o Twitter e o que vemos hoje em dia no Instagram e TikTok.
E foi ali, mais de 25 anos atrás, entre atualizar o meu blog pessoal, ler o da Rosana Hermann e acompanhar o crescimento da internet no Brasil, que eu tive certeza de que queria trabalhar com comunicação social. E que no meio dessa decisão, a rede mundial de computadores interligados estava lá bem no centro disso tudo.
A ideia aqui não é ter periodicidade ou compromisso com audiência -- não tenho tempo para ser escravo de números, não os que eu mesmo crio, pelo menos hahaha -- mas organizar um fluxo de ideias e ter um ambiente próprio de consulta para ocasiões futuras.
Será que vinga? Acho que sim.
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